Sob o mote “Todos temos um papel!”, a 5ª Oficina de Artes e Direitos Humanos convida a comunidade a um encontro com as artes do papel, dando seguimento aos valores de desenvolvimento sustentável e consciência coletiva da reciclagem, através da transformação do papel – um material simples e acessível. É também o símbolo que nos remete aos primeiros anos de atuação do GRITAH, em que o agregar da comunidade na colheita de papel e cartão para recolha de fundos viria a arrecadar os primeiros valores amealhados para a construção da nossa escola na Guiné.
Pretendemos fazer memória daqueles que deixaram o seu “papel” na nossa história: os membros da comunidade que nos puseram em marcha, e aqueles que, ao longo da História, nos inspiram com a sua paixão por progresso, que conseguiram ser vanguardistas num mundo em retrocesso.
Uma Oficina de memória, e de futuro, um ponto de viragem decisivo que queremos deixar bem vincado.
Comprometidos com a arte e com a cultura como veículos de expressão, de estabelecimento de laços e como potenciadores de progresso, refletimos na vontade de retrocesso em tempo de aldeia global, e reafirmamos a nossa marca, o que queremos gritar para o mundo.
A longa caminhada da humanidade, dos Direitos Humanos, também deixou o seu rasto nesta simbologia: as declarações, os tratados e acordos timbrados em papel, são uma história que reavivamos, honramos, e onde vamos buscar inspiração. O Memorial dos Direitos Humanos é erguido como representação desse peso, mas também da libertação possível.
Quando tudo parece ficar mais rápido, o mundo parece girar fora de controlo, é através da rebelião, do carácter insubmisso da arte que nos insurgimos.
Acreditamos na capacidade dos jovens de apontar para o cosmopolita, de abarcar o “peso do mundo” como meio e circunstância que nos ajude a libertar e a aligeirar.
Ambicionamos ser portadores dessa mensagem positiva, através da criação de uma Escultura em pasta de papel, representativa da posição do GRITAH, para a qual contamos com a colaboração da artista plástica Eva Couteiro.
Remetendo ao nosso passado associativo, contamos também com a participação da Professora Ana Paula Miranda, docente de Artes Visuais na Escola Secundária da Lixa.
